Russia contra o ISIS, mas EUA, Grã-Bretanha e Austrália Não!

Russia contra o ISIS, mas EUA, Grã-Bretanha e Austrália Não!

Apesar  de ir completamente contra as regras da ONU e do próprio Conselho de Segurança da ONU, alguns países estão abertamente apoiando os terroristas do ISIS no Oriente Médio.  Antes esses países fingiam estar combatendo, agora não escondem mais, escancararam suas ações de apoio ao Terror! 

Países Membros da OTAN:  
EUA - GRÃ BRETANHA - AUSTRÁLIA E OUTROS MAIS...

ESTÃO OFICIALMENTE ARMANDO E FINANCIANDO OS TERRORISTAS DO ORIENTE MÉDIO QUE SE DIZEM ISLAMICOS RADICAIS E QUEREM EXTERMINAR CRISTÃOS E ISLAMICOS NÃO RADICAIS! 

PRINCIPALMENTE O GRUPO ISIS (AL QUAEDA), também chamado Irmandade Muçulmana  E OUTROS DO TIPO.

O Ministério da Defesa Russo recusa aderir às exigências da OTAN para conter os ataques aéreos que estão fulminando as forças terroristas islâmicas na Síria!

Vai "em breve" aumentar isso tudo, Kremlin entende ser necessário proteger os povos cristãos nesta região para que não sejam exterminados.

O chamado do Kremlin recebe apoio da Igreja Ortodoxa Russa, e seu porta-voz oficial, o  Reverendo Vsevolod Chaplin, afirmou esta semana:

"A luta contra o terrorismo é uma épica batalha e hoje nosso país é talvez a força mais ativa no mundo lutando contra .A Federação Russa tomou uma decisão responsável sobre o uso de suas forças armadas para defender o povo da Síria das dores causadas pelas arbitrariedades dos terroristas. Os cristãos estão sofrendo na região, com o seqüestro de clérigos e a destruição de igrejas. Os muçulmanos não estão sofrendo. "

Sua Santidade o Patriarca Kirill declarou ainda o seu apoio à ação militar russa na Síria e disse: 

"... dor no coração que os ortodoxos souberam sobre numerosos casos de violência contra os cristãos na região, sequestros e assassinatos cruéis de bispos e monges e bárbara destruição de igrejas antigas. "

Embora o Ocidente, especialmente o governo Obama, continuam a recusar-se a reconhecer a seus povos toda essa verdade sobre esta guerra, o mesmo não pode ser dito de seus aliados Sauditas que esta semana declararam a sua própria guerra santa contra a Rússia e prometendo seu apoio aos terroristas islâmicos que matam cristãos.

Ainda mais desconcertante,  é Obama recusando-se a ajudar a Rússia a combater estes terroristas islâmicos, gerando assim ao Kremlin de perguntar aos americanos

 "De que lado você está lutando?"

Alem dos EUA, a Grã-Bretanha!

Quando perguntado pelo Canal 5 pelo jornalista Jon Snow como a Grã-Bretanha poderia apoiar um regime tão brutal e despótico, o primeiro-ministro David Cameron alegou que era porque o governo britânico tem "uma relação ótima com a Arábia Saudita."

Primeiro-ministro britânico David Cameron e rei saudita Abdullah
também ter um "relacionamento" com a Arábia Saudita e seus terroristas islâmicos na Síria e no Iraque.

Austrália

Esse país foi recentemente descoberto por ter enviado centenas, se não milhares, de veículos Toyota Hilux para terroristas ISIS / ISIS , veículos tão vitais para esses loucos que o correspondente da BBC David Loyn chegou a classificar a Hilux entre as "grandes armas de guerra moderna" .

Também a C.I.A. dos EUA considera que as Toyotas Hilux são uma nova "moeda de troca" advertindo que "é o equivalente veicular da AK-47. "

Devido confirmar apoio a estes terroristas islâmicos pela Austrália, que o Ministério da Defesa teria emitido um alerta para a Força Aérea Australiana (RAAF) que, caso os seus aviões de combate invadam a zona de guerra, poderão possível ser abatidos. 
E também alertando que foi atendido levando a Austrália deixar de voar qualquer missão .

Essa informação confusa de que grupos terroristas islâmicos na Síria e no Iraque estão a ser apoiados pelos regimes Obama, Grã-Bretanha, Austrália e a Arábia Saudita...

tornou-se tão nebulosa que a Embaixada da Rússia nos Emirados árabes foi forçada a enviar uma nota para Arábia Saudita pedindo um esclarecimento sobre o quebra-cabeças.

Não se confunde, e não há dúvidas, no entanto, sobre que estes terroristas islâmicos estão matando os cristãos sírios!

Não se confunde, no entanto, e nenhuma dúvida de que, são as Forças Russas Aéreas (AeroSpace), que desde que lançou sua campanha aérea na Síria em 30 de setembro, fizeram 120 missões de combate que atingiram 110 alvos em pouco mais de um semana e destruído, até agora, dos terroristas islamicos:

• 71 veículos blindados • 30 outros veículos • 19 instalações de comando • 2 centros de comunicação • 23 depósitos com combustível e munição • 6 plantas usadas para fazer IEDs, incluindo carros-bomba • várias peças de artilharia • vários campos de treinamento

Essas ofensivas -atuais- das forças aeroespaciais Russas contra os terroristas, visam bater para fora esses terroristas islâmicos ao esquecimento.  E está funcionando muito bem, milhares já desertaram e muitos tomam caminho, bateram em retirada, para se refugiar na Jordânia.

Não podemos esquecer que antes dos ataques aéreos, bem antes disso, as forças navais da Federação Russa, no início da ofensiva já tinham começado a destruir alvos.
As forças navais com mísseis de cruzeiro com precisão guiada, disparados a partir do Mar Cáspio.

Por fim de tudo - depois dessas 2 ações Russa, que as forças do exército sírio começaram uma campanha maciça em chão para ter de volta seu território nacional e proteger a vida cristã!




E quão eficaz a Rússia tem sido em destruir esses terroristas islâmicos!

O que dizemos aqui, foi melhor afirmado pelo vice-ministro das Relações Exteriores da Síria, Faisal Mekdad, que disse:

"Os ataques aéreos realizados por forças aeroespaciais da Rússia sobre o país apenas vários dias alcança muito maior resultados do que a coalizão internacional fez no prazo de mais de um ano desde a sua criação ".

Tudo que o governo do Obama e seus aliados terroristas (de apoio) vão fazer agora é apenas palpite!

Dizendo assim: 
Existe um  Urso Russo agora caminhando pelos desertos do Oriente Médio.

Cuidado! Todos sabem agora da seriedade, gravidade e perigo dessa mortal guerra santa. Afinal, se o poder da Alemanha nazista não podia parar essas pessoas no século passado, quem é capaz de detê-los agora?

Em Defesa do Almirante e Contra o Ataque ao Projeto Estratégico Brasileiro

Vazamento de segredos científicos
do Projeto Nuclear e Projeto Estratégico Brasileiro!



Fonte: DefesaNet

DefesaNet publicou o Editorial tão logo a prisão do Almirante Othon foi anunciada no dia 28 de Julho. Em Defesa do Almirante Dr Othon Luiz Pinheiro da Silva Contra o Ataque ao Projeto Estratégico Brasileiro Editorial

DefesaNet - A Geopolítca na Lava Jato
Editorial DefesaNet A Geopolítca na Lava Jato

A prisão do Vice-Almirante R1 na 16ª fase da Operação Lava Jato, batizada de "Radioatividade", tem uma repercussão internacional. Sendo o diretor-presidente licenciado da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras, foi acusado de ter recebido valores das empreiteiras responsáveis pelo Projeto Angra 3. A prisão do VA Othon, como falamos, tem repercussão internacional, não pelo efeito policial, mas pela importância estratégica e dos feitos na área nuclear, que obteve, sendo hoje o espírito redivivo do Almirante Álvaro Alberto. DefesaNet recebeu comentários de leitores estranhando, que estaríamos apoiando o VA Othon, mesmo com a possibilidade de contravenções, que o mesmo possa ter cometido. Sim, apoiamos! Sim, apoiamos e endossamos, o espírito empreendedor, nacionalista e a sua coragem. Empreendedor, de burlar a burocracia militar e governamental em levar à frente o projeto de enriquecimento de Urânio. Nacionalista, de enviar seus técnicos, nos anos 80 e 90 para Alemanha Oriental e União Soviética em busca do conhecimento bloqueados no Ocidente. Coragem, em não ter medo de ter sua visita restringida em vários países ocidentais. Ações que levaram à própria Inteligência da Marinha do Brasil a investigá-lo na década de 90. E nada descobrindo. Muitos, talvez dentro da própria Marinha do Brasil, alguns comemorem o seu atual momento. Porém, muitos tim-tim de taças borbulhantes de champanhe são sorvidas em algumas embaixadas, em Brasília. DefesaNet espera que o VA Almirante R1 Dr Othon Luiz Pinheiro da Silva, que não conhecemos pessoalmente, supere e prove cabalmente a sua inocência. E que não sirva este fato para incentivar o ataque ao único projeto Estratégico Brasileiro, que realmente eleva a Nação a um patamar vários níveis acima. ===========================

CV Vice-Almirante R1 

Dr Othon Luiz Pinheiro da Silva

CURRICULUM VITAE

Vice-Almirante R1 Dr. Othon Pinheiro da Silva

Nascido em 1939 em Sumidouro (RJ), Othon formou-se pela Escola Naval em 1960,
iniciando sua carreira na Marinha no quadro de Oficiais do Corpo da Armada.

Formou-se em Engenharia Naval pela Escola Politécnica de São Paulo em 1966,
atuando como engenheiro naval do Arsenal da Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ)
entre 1967 e 1974. Em 1978, Othon obteve sua especialização em engenharia nuclear
no Massachussetts Institute of Technology (MIT).

 Foi Diretor de Pesquisas de Reatoresdo IPEN entre 1982 e 1984.

E foi fundador e responsável pelo Programa de Desenvolvimento
do Ciclo do Combustível Nuclear e da Propulsão Nuclear para Submarinos
entre 1979 e 1994.

Exerceu o cargo de Diretor da Coordenadoria de Projetos Especiais da Marinha
(COPESP), atual Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP),
de 1986 a 1994.

É o autor do projeto de concepção de ultracentrífugas para enriquecimento de urânio
e da instalação de propulsão nuclear para submarinos.

Atingiu, na Marinha do Brasil, o mais alto posto para os Engenheiros Navais:
o de Vice-Almirante. Desde outubro de 2005, exerce a presidência da Eletronuclear
 – Eletrobrás Termonuclear, empresa sediada no Rio de Janeiro, responsável pela
construção e pelo gerenciamento das usinas nucleares brasileiras.
Já recebeu diversos prêmios,  entre os quais a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito
Científico por serviços prestados à ciência e à tecnologia, prêmio este oferecido em
1994 pelo então presidente da República Itamar Franco.

 OTHON E O PROGRAMA NUCLEAR DA MARINHA

 "Othon começou o projeto de separação isotópica
 do Urânio com muita criatividade, liderança e engenharia reversa"

disse o Dr. Spero Penha Morato, ex-superintendente do Ipen,
em seu discurso em homenagem ao Dr. Othon, na cerimônia de entrega do título
de pesquisador emérito. O projeto, que começou em 1979, produziu os primeiros
resultados em laboratório já em 1982: a conversão do yellowcake (U3O8) em
hexafluoreto de urânio (UF6), etapa que antecede o enriquecimento isotópico.

O passo seguinte foi a produção de 24 toneladas de hexafluoreto de Urânio
através do financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico
e Tecnológico (CNPq).




Para o enriquecimento isotópico, Othon desenvolvia, paralelamente à conversão e de forma secreta, centrífugas de última geração, com mancais magnéticos que minimizam o atrito. A única forma de entender rapidamente o funcionamento destes mancais naquela época era serrando uma bomba de vácuo com o mesmo tipo de mancais que havia no IPEN. E Othon fez isso, irritando, claro, muitas pessoas no projeto. Mas, foi com lances ousados como este - acrescentou o Dr. Spero Morato - que Othon pôs o seu projeto para frente.

O jornalista Lourival Sant'anna publicou, em 2004, uma reportagem no jornal O Estado de São Paulo revelando alguns fatos interessantes que marcaram o projeto. Reproduzo, abaixo, boa parte dessa matéria.
Em 1974, Othon Luiz Pinheiro da Silva, então um capitão-de-corveta de 35 anos, foi escalado para acompanhar a construção de submarinos brasileiros da classe Tonelero num estaleiro da Inglaterra. O jovem oficial estava indo a contragosto. Um mês antes de sua sombria partida, no entanto, um almirante sugeriu ao então ministro da Marinha, Geraldo Azevedo Henning, que o enviasse para o Massachusetts Institute of Technology, nos EUA, para uma pós-graduação em engenharia nuclear.

O ministro Henning, que havia feito uma viagem da Bahia para o Rio em um submarino nuclear americano e ficara entusiasmado, acatou a sugestão. Até então, o contato mais estreito de Othon com energia nuclear tinha sido uma visita ao reator do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), em 1967, quando terminava o curso de engenharia naval na Politécnica da USP.

O Brasil já havia comprado em 1972 o reator de Angra 1, da americana Westinghouse, com a promessa de fornecimento de combustível – processado nos EUA – por 30 anos. Mas, em 1974, começou-se a levantar dúvidas sobre as garantias desse fornecimento. No ano seguinte, o general Ernesto Geisel firmava o acordo nuclear com a Alemanha, que incluía não só as centrais, mas também o ciclo de enriquecimento de urânio.

Até a década de 70, o minério era enriquecido por “difusão gasosa”. Um novo método, mais eficiente e econômico, o da ultracentrífuga, vinha sendo desenvolvido, e o primeiro a dominá-lo em escala comercial foi o consórcio Urenco, formado por Inglaterra, Holanda e Alemanha. O Brasil queria essa tecnologia.

Na última hora, no entanto, os alemães informaram que não poderiam incluí-la no pacote, porque a Holanda, por pressão americana, tinha vetado sua venda ao Brasil. Em seu lugar, os alemães ofereceram aos brasileiros o jet nozzle, um método “muito promissor”, segundo eles, de separação do urânio 238 do 235. Enriquecer urânio é aumentar o teor de 235. Na natureza, o urânio 235 representa apenas 0,7% do minério e o 238, os outros 99,3%. “Quem tivesse feito um curso razoável de física no ensino médio já não compraria esse método”, ironiza Othon. O professor Manson Benedict, um papa do MIT em energia nuclear, deu na época uma aula sobre o jet nozzle, concluindo: “Os brasileiros acreditaram e compraram isso”.

Em 1979, quando Othon voltou ao Brasil, a Marinha não sabia o que fazer com ele. Depois de quatro ou cinco dias de hesitações, levaram o recém-promovido capitão-de-fragata até o diretor-geral de Material da Marinha, o almirante Maximiano da Fonseca. “Você, que cursou esse negócio, quais as nossas chances de ter uma produção nuclear aqui no Brasil?”, perguntou-lhe, de chofre, o almirante. Othon pediu três meses para redigir um relatório. O oficial ficou subordinado à Diretoria de Engenharia. Ao se apresentar, ouviu de seu novo chefe: “Evidentemente não pode ficar um oficial por conta só dessas coisas nucleares”. Othon passou a dividir sua carga horária com o cargo de gerente de um projeto de navio de apoio fluvial. Assim começava o programa de pesquisa nuclear brasileiro: com um oficial em meio expediente.

Othon propôs que o Brasil desenvolvesse sua própria tecnologia. Em outubro de 1978, o então contra-almirante Mário César Flores, do Estado-Maior da Marinha, convocou Othon para dar explicações, depois de ouvir especialistas. A caminho de Brasília, Othon se encontrou no aeroporto com o comandante João Maria Didier Barbosa Viana, que também tinha feito engenharia nuclear no MIT. “Segui o seu caminho”, contou-lhe Othon. “Então você deve estar indo a Brasília pelo mesmo motivo que eu”, especulou Didier. “Tem um louco dizendo que é possível desenvolver o ciclo do combustível nuclear no Brasil.”

Othon passou o dia inteiro respondendo às perguntas que um capitão-de-mar-e-guerra pós-graduado em Monterey (Califórnia) formulava, enquanto Flores fingia ler um jornal. O oficial saiu com a sensação de que tinha ido a Brasília à toa. Pouco mais de um mês depois, foi chamado de novo. “Vai ser outra chatice”, pensou. “Este oficial foi escalado para uma das missões mais importantes que um oficial da Marinha já teve no Brasil”, anunciou solenemente o vice-chefe do Estado-Maior da Marinha, Arthur Ricart da Costa, apresentando Othon ao seu chefe, o almirante Carlos Auto de Andrade. “Deus o ilumine.”

Othon veio para São Paulo e começou a “costurar alianças” com instituições como o Ipen, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e o Centro Técnico Aerospacial (CTA), em São José dos Campos, que estava desenvolvendo um método de enriquecimento de urânio com raio laser. Depois de consultar especialistas, Othon constatou que a opção do laser não seria viável nos próximos 20 anos, e se fixou na ultracentrífuga.

O objetivo último da Marinha era desenvolver reatores e todos os demais equipamentos da propulsão para submarinos movidos a energia nuclear. Se um submarino movido a diesel – como os que o Brasil usa – partir da Baía de Guanabara, em sua velocidade máxima, antes de chegar a Cabo Frio terá de se aproximar da superfície para o snorkel tomar ar, para pôr em funcionamento seu motor e assim recarregar as baterias. Navegando próximo à superfície, pode ser captado com facilidade por sensores infravermelhos. Para ficar no máximo dez dias no fundo, um submarino a diesel tem de se manter praticamente parado. O submarino nuclear projetado pela Marinha trocaria de combustível em dez anos. O limite de permanência no fundo seria de 45 dias.

Entretanto, a Marinha concluiu que em primeiro lugar era preciso viabilizar o ciclo do combustível e adquirir capacidade de enriquecer urânio. “Autonomia é muito importante”, diz Othon, que aos 65 anos tem hoje uma empresa de consultoria na área de energia. “Inspirei-me na solução que eu imaginei que os americanos estavam desenvolvendo na época em que eu era aluno do MIT, mas com a qual nunca tive contato”, conta o almirante. “É óbvio que a centrífuga americana é muito mais espetacular que a nossa.” Mas, segundo ele, a brasileira sai muito mais barato e os materiais importados necessários para sua fabricação não entram no rol dos itens nucleares sensíveis, sujeitos a embargos internacionais.

O programa capacitou indústrias brasileiras a fabricar as válvulas, sensores e medidores das centrífugas. Othon recrutou cientistas e técnicos do Brasil todo. “Onde tivesse alguém que pudesse ajudar, a gente ia conversar.” O sigilo era resguardado por um termo de compromisso. “Foram 14 anos da minha vida, cada dia um desafio”, lembra o hoje almirante da reserva, que dirigiu o programa entre 1979 e 94. Inicialmente, o projeto era secreto e ficou abrigado num departamento fictício, criado para isso, chamado de Coordenação para Projetos Especiais (Copesp), dentro da Comissão Naval de São Paulo.

A primeira dificuldade de Othon foi formar equipe. Quando assumiu, em 1979, o general João Baptista Figueiredo baixou portaria proibindo contratações no setor público. Othon recorreu ao Estado de São Paulo – e a uma artimanha. Fez um memorando à Secretaria de Ciência e Tecnologia, solicitando a contratação de 20 engenheiros e 40 técnicos para trabalhar no Ipen, num “projeto de interesse das Forças Armadas”. Se assinasse sozinho, no entanto, ficaria fácil para a secretaria pedir a análise do Estado-Maior da Marinha, onde o memorando provavelmente pararia. Então Othon pediu a um tenente-coronel da FAB que também assinasse. “Assim, não vão saber para que Força perguntar.” Deu certo.

De posse dessa contratação, Othon, na época capitão-de-fragata, atreveu-se a saltar a hierarquia e procurar o então ministro da Marinha, Maximiano da Fonseca: “Almirante, estou numa situação complicada. O Estado de São Paulo colocou 20 cientistas no projeto, liderado pela Marinha, e ela não colocou nenhum”. No fim, conseguiu convencer o ministro a contratar o dobro de cientistas e técnicos. “Fiquei com um exército de 60 engenheiros e 120 técnicos”, exulta Othon. No seu auge, no início dos anos 90, o programa chegaria a ter 680 engenheiros trabalhando internamente e outros 300 do Departamento de Pesquisa de Reatores do Ipen, do qual Othon era chefe.

Mas nem tudo era ciência: habilidade e jeitinho também contaram. Othon lembra que uma centrífuga antiga, importada na década de 50, utilizada para treinar equipes e dissimular o esforço principal do projeto, havia parado porque tinha um eixo flexível que quebrava com freqüência e tinha de ser trazido da Alemanha. “Eu tinha um técnico, Zequinha, muito habilidoso, que fazia um eixinho novo em três dias. Levei para ele o projeto e fizemos o primeiro juntos”, conta Othon. “No Arsenal de Marinha, não precisava importar. Era só ligar para o Zequinha.”

Em 1987, num gesto de distensão, o então presidente José Sarney decidiu trazer seu colega argentino, Raúl Alfonsín, para a entrada em operação de um conjunto de 48 centrífugas em Aramar. A inauguração estava marcada para 15 de março. Algumas semanas antes, o indiano naturalizado brasileiro Kesavan Nair, doutor em física de reatores mas também astrólogo, procurou Othon, com uma expressão preocupada: “Quinze de março ‘não bom’”, disse, mostrando uma listagem de computador, na qual uma nuvem negra cobria a data.

Othon ligou para o então ministro da Marinha, almirante Henrique Saboia. “Você acredita nisso?”, perguntou o ministro. “Não”, respondeu Othon. “Eu também não, mas, por via das dúvidas, pergunte quando está bom para inaugurar.” A partir de 28 de março, informou o indiano. Saboia foi falar com Sarney. Mais tarde, ligou para Othon: “Não se preocupe. O presidente é mais supersticioso que nós dois juntos.” A cerimônia ficou para 8 de abril.

Othon guarda até hoje uma planilha de todos os custos do projeto, ano a ano. No total, foram gastos US$ 663 milhões. Aí estão incluídos: o desenvolvimento do ciclo de combustível (projeto Ciclone), da propulsão do submarino (projeto Remo), do submarino propriamente dito, e a infra-estrutura.

“Desafio a me mostrarem no mundo todo um desenvolvimento do ciclo do combustível e da propulsão nuclear com esse custo”, diz ele. Quando deixou o programa, havia quase 700 centrífugas na “colônia”, em Aramar, pelas quais o urânio vai passando e enriquecendo-se gradualmente. A centrífuga americana enriquece bem mais do que a brasileira. A diferença está no custo, que Othon ilustra assim: digamos que sejam necessárias 20 centrífugas brasileiras para produzir o que uma americana produz. Acontece que o custo de 20 brasileiras é menor que o de uma americana.

Em 1994, o Vice-Almirante Dr. Othon Pinheiro da Silva, com 55 anos, teve de deixar o projeto ao completar seu tempo de serviço militar ativo. Os detalhes desse projeto ainda são mantidos a sete chaves, sob pena de prisão pelo vazamento de segredos científicos.

O fato é que o desenvolvimento da tecnologia de ultracentrifugação de urânio é um marco de sucesso na história tecnológica do Brasil e o Dr. Othon teve um papel fundamental nisso guiado pelo lema do CTMSP: “Tecnologia Própria é Independência”.

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